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O peso do exemplo

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09 de agosto de 2026

Dentro da realidade matrimonial, eu e minha esposa escolhemos criar algumas tradições para deixarmos certos legados aos que vierem depois de nós.


Uma dessas tradições, ou hábito se preferir, é o de orar antes das refeições principais pelo menos.


Traçamos juntos, sempre que possível, o sinal da cruz e rezamos: Abençoai, Senhor, a nós e a estes dons, que da vossa liberalidade recebemos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.


Em seguida, se for no almoço: Que o Rei da eterna glória nos faça participantes do banquete celestial. Amém.


Ou se for no jantar: Que o Rei da eterna glória nos faça participantes da ceia da vida eterna. Amém.


E por fim, traçamos o sinal da cruz novamente.


Quando não estamos em casa ou juntos para aquela refeição por algum motivo, ainda assim fazemos essa oração em silêncio.


Nossa filha, mesmo tendo apenas 9 meses, só faz suas refeições principais após rezar comigo ou com minha esposa. Ela já junta as mãos inclusive, em sinal do "amém" após traçarmos o sinal da cruz sobre ela.


Essa é uma prática simples, mas que acreditamos que fará a diferença!


E nesse dia dos pais, essa prática fez a diferença...


Minha irmã e eu, junto de nosso pai e nossas famílias, nos reunimos na casa dos sogros dela. Claro que as crianças também estiveram conosco, meu sobrinho, minha filha, o primo de meu sobrinho e uma prima dele também, vinda de Portugal.


Na hora do almoço as crianças mais velhas prontamente se juntaram em uma mesa separada para elas e se colocaram a esperar seus pais colocarem a comida para sua refeição.


Minha esposa se sentou no chão da sala para alimentar nossa filha, me coloquei ao lado dela para almoçar, assim, enquanto ela comesse eu ficaria com nossa Olívia.


Juntos rezamos.


Naquele momento, pude ouvir da varanda da casa, da mesa das crianças, meu sobrinho chamando a atenção de todos e dizendo: "Olha meu tio! Ele sempre reza antes de comer".


Uma frase simples, espontânea como só uma criança sabe dizer, mas para mim, de uma profundidade tamanha!


Quantas crianças não podem dizer isso de nenhum membro de suas famílias? Quantas crianças poderiam ressaltar vícios ou falhas de seus parentes?


Uma tradição, por mais simples que parece, desde que seja pautada em algo que edifique, pode mudar a realidade de toda uma família!


Não vejo isso com soberba, seria uma vã-glória para mim dizer: "Olhem como eu rezo", na verdade, na maioria das vezes essa é a única oração que faço à Deus por semanas, e isso é vergonhoso para um cristão, mas mesmo assim, por pouco que seja, por mais simples que possa parecer, um detalhe sutil como esse não passou despercebido aos olho de uma criança de 6 anos.


O que mais não passaria despercebido desses olho?


Brigas? Palavras ácidas? Palavrões? Maus exemplos?


Nunca sabemos quando podemos ser tijolo que edifica ou pedra de tropeço.

 
 
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