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Escolha

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12 de julho de 2026

Confesso que desejei sempre ser pai, com todas as minhas forças e de todo o meu coração.


Desde o dia em que iniciei meu relacionamento com a Graziele tive certeza de que a amava e que era ao lado dela que eu desejava constituir família.


Mas no imaginário criamos diversas situações e sentimentos, ainda mais sendo uma pessoa ansiosa, acabo me perdendo em pensamentos e ilusões de como seria o futuro.


Na prática, algumas coisas acabam se concretizando, mas muito do que eu imaginava em ser pai e marido acabou não condizendo com a realidade.


Em minha mente eu jamais poderia mensurar esse sentimento de responsabilidade e essa escolha de amar sem antes ter conhecido na prática verdadeiramente essa realidade.


Quando olho para minha esposa e filha, posso contemplar a Deus, a Cristo em sua glória e ao Espírito Santo que nos guia.


Não sei se consigo colocar em palavras e registrar essa sensação, esse queimar em meu peito e em minha mente, minha alma se consome de alegria em gastar minha vida por elas. Jamais poderia imaginar o quão bom seria isso.


Pode parecer estranho e até distante da lógica humana... Assumir tal responsabilidade, renunciar a tantas coisas por uma rotina com as mesmas pessoas, assumir a responsabilidade sobre a vida de um humano tão pequeno e indefeso com completa dependência para sobreviver.


Mas é nesse mistério que se esconde o magnífico do cotidiano, o extraordinário da vida comum.


É impossível olhar para minha esposa e filha e não ver o amor de um Deus que se fez homem e deu a vida por mim. Como eu não daria minha vida por essas pessoas que escolhem me amar todos os dias mesmo diante de minha imperfeições?


E não se trata de uma troca lógica ou de um favor devido, trata-se de uma escolha! Firme e direta, que precisa ser tomada todos os dias.


Eu amo escolher amá-las, respeitá-las e renunciar a tudo que for preciso por elas. E essa escolha não faz sentido lógico a mentalidade meramente carnal da humanidade.


Veja! Não se trata disso, da humanidade que há em nós.


Eu só posso constatar que essa escolha que parte de mim todos os dias, que esse amor que brota em meu peito, cada vez maior por essa vocação, não sou eu, mas Cristo que habita em mim.


Conhecedor de mim que sou, sei que jamais poderia ter algo tão puro brotando do meu ser, se quer imaginava que isso poderia partir de mim e hoje posso ver e sentir algo que nasce em mim, mas é maior que eu.


Espero um dia que todo homem possa ter a graça de provar dessa dádiva que é escolher ter uma família, amá-la e gastar sua vida por ela, em Cristo.

 
 
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