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Ideathon: quando os jovens são chamados a pensar o futuro de Itápolis

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Ideathon 2026

Participar do encerramento da II Semana Municipal da Juventude de Itápolis foi uma experiência diferente e, ao mesmo tempo, muito enriquecedora. Durante mais de nove horas de Ideathon, tive a oportunidade de estar em contato direto com jovens da nossa cidade, desta vez não apenas como presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itápolis, mas também como empresário, compartilhando um pouco das experiências que adquiri ao longo da minha própria trajetória.


A proposta colocou os participantes diante de dois desafios muito concretos de Itápolis: pensar soluções para os problemas relacionados à zeladoria municipal e desenvolver ideias capazes de fomentar o turismo, explorando um dos títulos que melhor representam nossa identidade e nosso potencial econômico: Itápolis como Capital Nacional do Sorvete.


Ao lado de outros empresários da cidade, acompanhei os grupos durante o desenvolvimento das propostas, ouvindo ideias, fazendo perguntas, dando feedbacks e compartilhando experiências. E acredito que justamente aí esteve uma das partes mais interessantes do Ideathon: os jovens não receberam simplesmente um problema acompanhado de uma resposta pronta. Foram provocados a observar a própria cidade, identificar oportunidades e construir suas próprias soluções.


Mais do que ensinar, também ouvir


Quando um empresário participa de uma iniciativa como essa, pode parecer que estamos ali apenas para transmitir conhecimento aos mais jovens. Depois de tantas horas de convivência, porém, fica evidente que a troca acontece nos dois sentidos.


Quem já está inserido no mercado de trabalho ou participa há algum tempo das discussões sobre o desenvolvimento da cidade naturalmente enxerga determinados problemas a partir das experiências que acumulou. Os jovens, por outro lado, muitas vezes conseguem olhar para as mesmas questões sem os vícios e limitações que adquirimos ao longo do caminho. Surgem perguntas diferentes, propostas inesperadas e maneiras novas de enxergar problemas antigos.


Foi justamente essa troca que tornou a experiência tão rica. Em alguns momentos, nosso papel era orientar; em outros, questionar uma ideia para que ela pudesse amadurecer. Também houve momentos em que o mais importante era simplesmente ouvir o que aqueles jovens tinham a dizer sobre a cidade onde vivem.


A juventude precisa participar da construção da cidade


Tenho defendido cada vez mais que o desenvolvimento de Itápolis não pode depender de uma única instituição, de uma administração ou de um pequeno grupo de pessoas. Empresas, poder público, entidades e sociedade precisam participar desse processo, e os jovens também precisam encontrar espaço nessa construção.


Falar sobre a Capital Nacional do Sorvete, por exemplo, significa pensar além de um título. É discutir como podemos transformar uma característica econômica tão forte de Itápolis em identidade, turismo, experiências, eventos, geração de renda e novas oportunidades. Da mesma maneira, discutir zeladoria municipal é levar os jovens a pensar sobre aquilo que encontram todos os dias quando caminham pelas ruas e sobre como tecnologia, participação popular, gestão e novas ideias podem contribuir para melhorar esses serviços.


Talvez nem todas as propostas desenvolvidas durante um Ideathon sejam colocadas em prática exatamente como foram concebidas, e esse nem precisa ser o único objetivo. Existe um ganho anterior e igualmente importante: ensinar uma nova geração a identificar problemas sem simplesmente reclamar deles, estimulando-a a pensar em soluções.


Para mim, essas mais de nove horas foram muito bem investidas. Saí do encontro com novas ideias, depois de boas conversas e, principalmente, feliz por ver jovens de Itápolis dedicando um dia inteiro a pensar sobre o futuro da própria cidade.


Como empresário e presidente da ACE, acredito que temos também essa responsabilidade: não apenas construir o presente, mas abrir espaço para quem ajudará a construir aquilo que virá depois de nós. E quando aproximamos juventude, empresas, instituições e desafios reais da nossa cidade, todos têm algo a ensinar e muito a aprender.


O Ideathon encerrou a II Semana Municipal da Juventude, mas espero que as ideias, as provocações e as conexões criadas naquele dia estejam apenas começando.

 
 
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