Diálogo com diferentes ideias

Nas últimas semanas, vivi uma experiência que considero uma das realizações mais importantes da minha trajetória como comunicador. No ItaCast, tive a oportunidade de conduzir uma série de entrevistas com candidatos a deputado estadual e federal nas eleições de 2026, reunindo em nosso estúdio pessoas de diferentes partidos, histórias e posições políticas.
Passaram pela nossa mesa Rodrigo Novelli, do Republicanos; Alliny Sartori, do MDB; Beth Sahão, do PT; Anna do Agro, do NOVO; Marco Vinholi, do Republicanos; Baleia Rossi, do MDB; e Janaina Bastos, do PL. Foram candidaturas a deputado estadual e federal, vindas de diferentes pontos da nossa região e de diferentes espaços do cenário político paulista.
Quando olho para essa lista, o que mais me deixa satisfeito não é simplesmente a quantidade de entrevistas realizadas. É perceber que conseguimos construir um espaço no qual pessoas de pensamentos distintos aceitaram sentar, conversar e apresentar suas próprias ideias ao público.
O papel de quem entrevista
Nunca acreditei que o papel de um comunicador seja dizer ao público em quem pensar, acreditar ou votar. Em uma entrevista, meu trabalho é ouvir, perguntar, provocar quando necessário e criar condições para que o entrevistado consiga apresentar sua trajetória e suas propostas com clareza.
Depois disso, a conclusão pertence a quem está assistindo.
Foi exatamente esse espírito que buscamos manter durante toda a série. Independentemente de partido, posicionamento ou trajetória política, cada candidato teve diante de si o mesmo espaço para conversar com nossa audiência.
Essa experiência também me fez refletir sobre algo que considero cada vez mais necessário: discordar não deveria impedir o diálogo.
Em tempos nos quais a política muitas vezes acaba dividindo amizades, famílias e até ambientes de trabalho, poder conversar com pessoas de diferentes posições sem transformar toda divergência em conflito é algo que valorizo profundamente.
Um passo importante para o ItaCast
Para o ItaCast, essa série também representa amadurecimento.
Quando começamos o projeto em 2021, não tínhamos como prever todos os caminhos que ele percorreria. Ao longo dos anos, entrevistamos empresários, religiosos, profissionais da saúde, educadores, artistas, autoridades e tantas outras pessoas que fazem parte da nossa sociedade.
Chegar a 2026 e conseguir reunir candidaturas de diferentes partidos em uma mesma série mostra que o espaço que construímos conquistou confiança e responsabilidade.
E responsabilidade é uma palavra importante nesse contexto.
Quando alguém aceita sentar diante dos nossos microfones para falar sobre uma candidatura, existe uma responsabilidade nossa com quem está sendo entrevistado e, principalmente, com quem está nos acompanhando. O público precisa encontrar ali informação suficiente para ouvir diferentes lados e formar sua própria opinião.
Orgulho do caminho construído
Como profissional, termino essa sequência de entrevistas com muito orgulho.
Não porque eu tenha concordado com tudo o que ouvi, mas porque consegui percorrer diferentes caminhos políticos com respeito, fazendo perguntas, ouvindo respostas e dando espaço a pessoas que representam visões distintas.
Agradeço a cada candidato que aceitou nosso convite, às equipes que estiveram envolvidas e a todos que acompanharam as entrevistas pelas diferentes plataformas do ItaCast.
Essa experiência reforçou uma convicção que carrego desde que comecei a trabalhar com comunicação: precisamos criar espaços onde as pessoas possam falar e, principalmente, onde também estejamos dispostos a ouvir.
O diálogo não exige que todos pensem igual. Exige apenas que exista disposição para conversar.
E fico feliz por saber que, durante essas eleições, o ItaCast conseguiu contribuir um pouco para isso.




