Do individual ao coletivo

Nessa última semana de agosto de 2025, tive a oportunidade de participar da Semana Municipal da Juventude de Itápolis, realizada na Escola Estadual Valentim Gentil, em um encontro voltado ao desenvolvimento local, à conscientização e à criação de novas conexões entre os jovens.
Ao lado de Flávio Augusto, da ASSIIP, apresentei a palestra “Do Individual ao Coletivo: Como o Associativismo Impulsiona o Desenvolvimento Local”, uma experiência que me permitiu compartilhar um pouco daquilo que acredito sobre participação, liderança e construção coletiva.
Falar sobre associativismo com a juventude é, para mim, falar sobre o futuro da cidade.
Estamos acostumados a pensar muito a partir do individual: minha empresa, minha carreira, meus objetivos, meus resultados. E não há nada de errado em buscar crescimento pessoal e profissional.
O problema está em acreditar que o desenvolvimento de cada um precisa acontecer de forma isolada. Uma cidade forte depende da capacidade de suas pessoas e instituições de trabalharem juntas.
Quando a união gera transformação
O associativismo nos mostra justamente isso: quando pessoas com interesses e objetivos comuns se unem, conseguem alcançar resultados que seriam muito mais difíceis individualmente.
No ambiente empresarial, isso significa compartilhar conhecimento, criar oportunidades, fortalecer a representação e buscar soluções para desafios que atingem todo o setor.
No âmbito social, significa compreender que também somos responsáveis pelo lugar onde vivemos.
Essa visão é especialmente importante para os jovens, porque eles não são apenas espectadores do futuro. São os futuros empresários, profissionais, líderes, empreendedores e cidadãos que participarão das decisões que irão moldar Itápolis nas próximas décadas.
Por isso, acredito que estimular desde cedo a participação, o diálogo e a colaboração é uma forma de preparar uma geração mais consciente de seu papel na sociedade.
Liderança começa pela disposição de participar
Minha experiência à frente da Associação Comercial e Empresarial de Itápolis reforçou ainda mais essa convicção. Uma entidade representativa só consegue cumprir seu papel quando existe disposição para ouvir, dialogar e transformar interesses individuais em objetivos coletivos.
Liderar, nesse sentido, não é simplesmente ocupar uma posição; é assumir responsabilidade e estar disposto a servir.
Foi muito especial poder levar essa reflexão para dentro de uma escola e conversar diretamente com jovens de nossa cidade. Mais do que apresentar conceitos sobre associativismo, o encontro foi uma oportunidade de mostrar que cada pessoa pode contribuir para transformar a realidade ao seu redor, seja por meio de uma ideia, de um projeto, de uma empresa ou simplesmente da disposição de participar.
O futuro de Itápolis também depende de nós
Acredito que Itápolis possui grande potencial, mas potencial só se transforma em desenvolvimento quando existe iniciativa, união e disposição para construir. O crescimento econômico e social não é responsabilidade exclusiva do poder público, das empresas ou das instituições: é uma construção coletiva.
Por isso, saí daquela Semana Municipal da Juventude ainda mais convencido de que precisamos criar espaços para que os jovens sejam ouvidos, participem e desenvolvam suas próprias ideias.
Quando conseguimos aproximar juventude, empreendedorismo, instituições e comunidade, criamos não apenas novas oportunidades, mas também um sentimento maior de pertencimento.
No fim, a mensagem que procurei transmitir naquele encontro é simples, mas acredito que seja poderosa: podemos começar individualmente, mas é juntos que conseguimos transformar uma cidade.
E se queremos construir uma Itápolis mais forte, próspera e preparada para o futuro, precisamos ensinar — e também aprender — que o “nós” pode chegar muito mais longe do que qualquer “eu” sozinho.




