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O mal necessário

As verdadeiras faces...


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Jair Messias Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.


Outrora eu tomei a liberdade de escrever aqui quanto a figura icônica criada por Duda Mendonça, o "Lulinha paz e amor".


Naquele momento, falei sobre a mudança de perfil que foi necessária para a eleição de Lula a presidência da República, passando de revolucionário para socialdemocrata, com terno, gravata e barba bem aparada.


Para a disputa da cadeira de mais alto poder no Brasil, nesse segundo turno, podemos observar, de uma forma muito gritante, diferenças que podem ser cruciais na escolha do futuro homem que colocará no peito a faixa verde e amarela.


De um lado temos o "ogro"... Um homem com formações militares, grosseiro, de poucas e grosseiras palavras.


Do outro nós vemos o ressurgimento do revolucionário. Um homem que defende um Estado forte e provedor. Alguém que defende que a "máquina pública" disponha de certos luxos para povo.


Ambos representam extremos, isso é fato!

Por mais que eu veja grandes controvérsias em dizer que Bolsonaro represente uma extrema direita, já que ele teve medidas muito mais populistas que Lula, em seu primeiro governo. Mesmo assim ele ainda assim é visto como o "destro" nesse contexto nacional.


Isso não vem ao caso nesse momento, pois aqui quero destacar algumas características que fizeram com que Jair fosse eleito em 2.018.


Um dos pontos que, com toda certeza, pesaram muito para que o povo votasse nesse, contra o PT (Partido dos Trabalhadores), foi a questão do mesmo ser conhecido por falar o que pensa, mesmo sendo, na maioria das vezes, palavras fortes e pesadas que assustam muitos.


O discurso inflamado desse candidato, que ocupa ainda hoje a cadeira presidencial, era o oposto do discurso que encontrávamos em Lula, antes de seu marqueteiro deixá-lo polido e "preparado" para governar o Brasil.


Assim como o petista, esse militar foi polido com o tempo, mas durante o mandato, para poder conquistar os votos de mais pessoas em uma possível reeleição e é claro, também para que houvesse um menor desgaste no governo por conta de seus discursos.


Com a vitória de Lula na primeira fase eleitoral, aparentemente, o "tiozão do zap" voltou...


No último dia 07, ele fez um discurso inflamado e com palavras pesadas contra Ministros do STF, Lula e a imprensa, além de fazer duras críticas a aliados da esquerda no exterior.


Quando muitos pensaram que isso causaria espanto, algo que pode ter surpreendido os repórteres aconteceu.


O povo aclamou a volta do Bolsonaro "original".

O que me espanta é ver que, com a morte de Duda Mendonça, Lula mostra sua verdadeira face em seus discursos revolucionários, assustando os pobres mais ignorantes que não conseguem digerir certas ideologias militantes de esquerda.


Infelizmente, para a equipe eleitoral do candidato, a cada oportunidade que ele tem contato com microfones, mais e mais frases são proferidas de forma absurda, para um público cada vez menor, ainda mais agora que o orçamento de campanha se encontra no fim.


Bolsonaro mantem-se arrastando multidões, mesmo com gritos, palavrões e certas "teorias da conspiração".


A questão maior é: por que os discursos inflamados de Lula não cativa o povo da mesma forma que os discursos inflamados de Bolsonaro?


É claro que eu talvez seja a pessoa menos capacitada para dissertar quanto a uma questão como essa, porém, num âmbito local, em minha vizinhança, trabalho e cidade, posso perceber algumas coisas que proporcionam essa adesão por um e repúdio por outro.


O que Lula ecoa, cativa principalmente os jovens...


Aqueles que ainda não tem uma base sólida sobre o que é a sociedade em si e as dificuldades de enfrentar as realidades do dia a dia, da labuta do pobre e da classe média.


Ora essa... Quem nunca amou Fidel e seu discurso utópico?


O "canhoteiro" fala a esses que podem não conhecer o dito "mundo real", pois o veem apenas através de suas telas planas, já que seu dia resumem-se, na maioria das vezes, em salas de aula, escritórios bem refrigerados ou ainda seus confortáveis quartos.


Já Bolsonaro, apresenta um discurso que é compatível com o povo simples, que não sabe o que é uma mitocôndria, mas sabe o que significa o despertador tocar às cinco ou seis da manhã para fazer café e poder iniciar os trabalhos domésticos, depois trabalhar em alguma empresa e ao final do dia, voltar a realizar mais trabalhos domésticos.


Pessoas que não se importam com a dita "revolução", mas sim com o trabalho que ficou acumulado para o dia seguinte.


Essas pessoas querem ser livres, querem que o Estado não as atrapalhem, pelo menos, suas vidas cotidianas, já que, querendo ou não, no dia seguinte, o que resta é ter que trabalhar.


É claro que essa visão pode estar completamente equivocada! Mas de uma forma geral, no meu microssistema existencial, consigo detectar essa realidade.


Não estou aqui julgando qual é o perfil correto, já que isso será decorrente da realidade de cada um, mas o fato é que existe uma polarização que, posso julgar, ser a última vista, pelo menos para a próxima década.


Seja quem for o presidente eleito dia 30, não vejo quais serão os próximos nomes que hão de herdar esses discursos para defender.


Nessa posição, arrisco dizer que, aí sim será o momento das reformas necessárias.

Uma reestruturação social, não cultural ou de valores, mas sim de leis ineficientes, de formas de governos mais dinâmicos, mudanças de matrizes econômicas e energéticas, etc.


Assim que essa polarização tão marcante acabar ou ao menos diminuir, será o momento para alavancarmos a nação, de forma unida e com diversas discussões no âmbito nacional quanto ao desenvolvimento de um Brasil que não será mais nosso, mas sim de nossos netos.


O único que tem a perder com discursos inflamados é o povo, mas infelizmente, ao que me parece, o momento pede extremos para que não voltemos a ser figurantes em um teatro das tesouras.

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